Registro em carteira não é o que cria o vínculo — é o que o comprova. Se o trabalho era pessoal, habitual, subordinado e remunerado, existe vínculo de emprego mesmo sem assinatura nenhuma.
Reconhecido o vínculo, vem tudo que ficou para trás naquele período: férias, 13º, FGTS, horas extras e a anotação na carteira, que conta para a aposentadoria.
Em Campinas isso aparece principalmente como pejotização: o profissional abre empresa a pedido do contratante, mas segue com horário, chefe e metas de empregado.
Guarde: comprovantes de pagamento, mensagens com chefia, escalas, uniforme, crachá e o contato de colegas.
Numa cidade com 1,1 milhão de habitantes e forte presença de universidade e pesquisa — Unicamp, PUC-Campinas e CNPEM —, o vínculo escondido costuma vir disfarçado de bolsa, estágio prorrogado sem fim ou contrato de pessoa jurídica com hora marcada.
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